30 de jun. de 2012

São Pedro e São Paulo

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


“E Eu te declaro: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja.” (Mt. 16, 18)


Hoje, comemoramos os martírios de São Pedro e São Paulo. Os dois apóstolos foram mortos na cidade de Roma durante a perseguição de Nero. São Paulo, como cidadão romano, morreu decapitado na Via Ostiense; e São Pedro foi crucificado. A seu pedido, pregaram-no na cruz de cabeça para baixo, pois não se achou digno de morrer da mesma forma que seu Senhor. Apresentado ao Senhor por André, seu irmão, o pescador Simão foi chamado por Jesus no início de Seu ministério. Assim que Jesus o conheceu, mudou-lhe o nome para Cefas, a pedra, Pedro. Deus sempre muda o nome de seus escolhidos conforme suas missões, especialmente dos príncipes de Seu povo. Foi assim com Abrão que se tornou Abraão e Jacó que foi chamado Israel. Aquele que viria a ser o príncipe dos apóstolos e chefe da Igreja de Cristo também recebe de Deus outro nome que o identifica com sua missão.

Estando Jesus com seus apóstolos em Cesareia de Filipe lhes pergunta o que ouvem comentar sobre Ele. Os apóstolos lhe contam que o povo não sabe quem Ele é e cogitam se não vem a ser um dos profetas que ressuscitaram. Jesus, então, quer saber de seus apóstolos quem pensam que Ele seja. Pedro toma a frente e responde que Ele “é o cristo, o Filho de Deus vivo”. Jesus lhe afirma que o que respondeu foi inspirado por Deus, pois sem ser revelado, tal conhecimento seria impossível de se alcançar racionalmente. Neste momento, Jesus se dirige a São Pedro e lhe declara: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão sobre ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. Sobre a fé de Pedro é fundada a Igreja de Jesus. São Pedro e os apóstolos são os fundamentos da Igreja de Cristo.

Pedro torna o chefe visível do Povo de Deus. Mais tarde, após a ressurreição, às margens do mar da Galileia, lá onde as histórias dos dois se cruzaram pela primeira vez, Jesus exigirá de Pedro a tríplice profissão de amor e por três vezes lhe confiará Suas ovelhas. A missão de Jesus torna-se a missão de Pedro. Pedro se torna o pastor universal das ovelhas do Sumo Pastor Jesus Cristo. Pedro, como já foi dito, morreu em Roma. Morreu com ele esta missão confiada por Cristo? De forma alguma. A missão de pastor universal de todos os cristãos continuou através da sucessão apostólica. O bispo de Roma carrega a missão de Pedro ao longo da História. Somente os que estão em comunhão com o Sucessor de Pedro, ou seja, o Papa pode afirmar que fazem parte de forma plena da única Igreja de Jesus Cristo. Em um mundo cada vez mais relativista e individualista, onde cada um constrói sua própria moral e sua própria fé, olhemos para aquele que foi constituído cabeça visível da Igreja, o Vigário de Cristo e rocha inabalável, onde a verdade cristã repousa. 


24 de jun. de 2012

Rio+20 e a nova ordem mundial proposta pela ONU


A Rio+20 foi um dos assuntos que dominaram o noticiário nos últimos dias. A Conferência da ONU sobre o meio ambiente, cujo tema era o desenvolvimento sustentável, reuniu chefes de Estados e representantes de governos de todos os países. Sem a participação dos chefes de Estado ou de governo dos países desenvolvidos, não passou nem perto do que foi a Eco-92. Forte foi a presença de ONG's, representantes da sociedade civil – que, na verdade, são grupos de esquerda que defendem suas próprias ideologias que passam longe da vontade do restante da sociedade – e os mais diversos grupos e tipos de pessoas, transformando o evento numa mistura de Woodstock com a assembleia da UNE. Mas o que realmente se esconde atrás do crescente movimento ecologista? O movimento não apresenta uma ideologia hegemônica, atravessando as mais variadas correntes filosóficas, apresentando desde grupos bem intencionados até movimentos político-ideológicos radicais.

Após a queda da URSS no início da década de 1990 termina a divisão do mundo entre as ideologias capitalistas e socialistas. É o fim da Guerra Fria que dividiu o planeta entre zonas de influência dos EUA e da URSS. O socialismo perdeu sua força com a experiência fracassada da URSS. Entramos num período sem ideologias a defender. Então, sem o apoio de uma superpotência como a União Soviética e sem nenhum bom exemplo que levasse a população mundial a optar livremente pelo comunismo, a esquerda mundial precisava empunhar uma nova bandeira que envolvesse toda a humanidade e, assim, voltou-se para a causa ecológica. Revestidos de aparentes boas intenções na defesa dos recursos naturais do planeta, dominaram as ONG's ambientalistas. Os movimentos sociais de esquerda passaram a defender entusiasticamente a causa ambiental. O vermelho se foi: o verde tornou-se a nova cor do comunismo. São os chamados “melancias”: verdes por fora e vermelhos por dentro. O discurso é simples: o meio ambiente está sendo destruído; o causador desta destruição é o modo de vida da sociedade, sobretudo ocidental, baseada no capitalismo. Deste modo, conclui-se facilmente que o capitalismo é a causa da destruição do planeta e seus promotores e defensores, os Estados nacionais, devem ser substituídos por uma nova ordem mundial sob o argumento de uma iminente catástrofe que levará ao fim da humanidade.

Como já foi lembrado, sem o apoio de uma grande potência, a ONU tornou-se o caminho para a propagação e implantação desta nova ordem. Não podemos afirmar que a ONU é marxista, mas que os marxistas a utilizam. Na verdade, a ONU tem o talento de unir o individualismo liberal com a massificação marxista. Defende-se uma governança mundial, o fim da autodeterminação e independência das nações, que ditaria a cada país o que deve e o que não deve ser feito em defesa dos “direitos humanos”, do bem comum e da preservação do planeta. Com isso, a ONU se tornaria um parlamento supranacional, suas agências controlariam a economia, a justiça, a cultura, a religião e a população mundiais. A primeira experiência para este internacionalismo foi dado com a criação de blocos regionais, como a União Europeia. Teorias da conspiração encontradas pela internet e planos para conquistar o domínio mundial podem soar como um novo livro de Dan Brown, mas os documentos da ONU e a pressão que esta já exerce sobre as nações signatárias de suas convenções para que aprovem seus intentos são provas de que a intenção de um governo global realmente existe. E o medo da população mundial de uma catástrofe ambiental levaria ao apoio incondicional de tal governo. Afinal, quem não apoiaria uma instituição que seria a única capaz de salvar nossas vidas, nem que para isso sacrificássemos parte de nossa liberdade individual ou independência nacional?

No passado, os esquerdistas defendiam o fim do capitalismo como solução para os problemas sócio-econômicos. Passado o capitalismo, o comunismo se instalaria trazendo o paraíso na Terra. Agora, o capitalismo é considerado o grande vilão da questão ambiental. Interessante frisar que a URSS era entre as nações, a segunda maior poluidora; que destruiu suas florestas; que causou um desastre ambiental irreversível no Mar de Aral e que o maior acidente nuclear da História aconteceu em Chernobyl. Vale lembrar também que Cuba transformou suas áreas de vegetação natural em plantações de cana-de-açúcar; e que os assentamentos do MST praticam desmatamentos desregrados no Brasil. Ou seja, o socialismo jamais conseguiu este admirável desenvolvimento sustentável tão defendido pelos movimentos de esquerda. Mas o ecologismo da ONU tornou-se patente após a publicação da Carta da Terra no ano 2000. A ONU traiu sua constituição, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A pessoa humana deixou de ser a referência quando se trata do seu desenvolvimento e bem-estar integrais e da salvaguarda de sua dignidade. A Terra passou a ser o ente que deve ser defendido e preservado custe o que custar, inclusive se custar vidas humanas. O planeta passou a ser considerado uma entidade viva e o ser humano uma praga a ser combatida.

Apostando no catastrofismo apocalíptico, a ONU com a colaboração de ONG’s ambientalistas, partidos políticos, intelectuais e centros de pesquisa passou a divulgar dados assustadores sobre as mudanças climáticas que levariam ao fim da vida como se conhece na Terra. Deturpando dados científicos – como ficou provado no roubo dos e-mails do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – e desacreditando aos milhares de cientistas que apresentam teorias que comprovam a impossibilidade de haver mudanças climáticas provocadas pela ação humana (nenhum deles foram convidados para participarem da Rio+20) a ONU induz a população mundial ao medo e coage todos a apoiar suas políticas. Vislumbrar um futuro de seca, fome, cidades litorâneas submergidas e guerras leva a qualquer um a apoiar quem possa impedi-lo. E é por isso que a ONU tenta em suas diversas conferências sobre o meio ambiente aprovar um documento que obrigue a todos os países a seguirem suas diretrizes que orientam todos os aspectos da vida humana no sentido de preservar o meio ambiente. Sem a presença dos países desenvolvidos (Angela Merkel, por exemplo, preferiu torcer para a seleção alemã na Eurocopa) e sem conseguir impor sua vontade, o documento final da Rio+20 provou que a conferência foi um fracasso. Graças a Deus. 



17 de jun. de 2012

A semente semeada


A Boa Notícia de Jesus Cristo

Marcos 4, 26-34

“Dizia também: o Reino de Deus é como um homem que lança a semente à terra.” (Mc. 4, 26)

São várias parábolas que Jesus conta comparando a pregação ou próprio Reino de Deus com uma semente e seu processo de germinação. Nesta parábola do grão que germina sozinho, Jesus quer ensinar que o dever de cada cristão é semear a Palavra de Deus. O efeito que esta gerar nos corações não é responsabilidade nossa. Depende da abertura de cada um para a graça de Deus. 

Vemos que, muitas vezes, há uma preocupação exagerada quanto ao número de fiéis na Igreja e, para mantê-lo, acabam enveredando para o proselitismo, onde a verdade é relativizada, a liturgia deformada, apenas para atrair o maior número de pessoas possível. Deus nos ama, mas não precisa de nós. A Igreja nos acolhe, mas nós necessitamos dela e não o contrário. Cristo nunca agiu assim. 

Na pregação sobre o Pão da Vida, quando muitos o abandonaram porque não acreditaram em Suas palavras, em vez de correr atrás dos que iam embora, exigiu uma profissão de fé de seus apóstolos. Que sigamos este exemplo. Anunciemos o Evangelho como um todo, sem adocicá-lo ou mutilá-lo. Que a doutrina católica seja exposta em toda a sua verdade. Quem quiser aceitá-la que se aninhe nos galhos de nossa Santa Mãe Igreja. Quem não quiser que se vá ou fique fora. 

10 de jun. de 2012

O pecado contra o Espírito Santo


A Boa Notícia de Jesus Cristo

Marcos 3, 20-35

“Também os escribas, que haviam descido de Jerusalém, diziam: Ele está possuído por Beelzebul; é pelo príncipe dos demônios que Ele expele os demônios.” (Mc. 3, 22)

Muitos dos contemporâneos de Jesus duvidavam que Ele fosse o Cristo Senhor. Mesmo diante dos milagres incontestáveis que Jesus realizava, os escribas e fariseus preferiam acusá-lo incoerentemente de agir pelo poder do demônio do que se converterem. Este endurecimento do coração diante da graça de Deus é que Jesus chama de pecado contra o Espírito Santo, um pecado imperdoável. Até mesmo parentes próximos duvidavam, pensam que Ele está louco. Seus parentes tentam detê-lo e Nossa Senhora os seguem para proteger Jesus. (Maria é a “bem-aventurada porque acreditou”, portanto, é ilógico pensar – como alguns dizem – que Ela também não acreditava. Interpretações como esta não tem fundamento). Que não endureçamos nosso coração diante de Jesus. Coloquemos de lado nosso orgulho, nossos medos e nos deixemos que a graça de Deus nos toque.

7 de jun. de 2012

Corpus Christi, a festa do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo


                                          


A Eucaristia é o maior dom que Jesus poderia ter nos deixado. Durante a Última Ceia, antes de Sua Paixão e morte na cruz, o Senhor deixa como herança à Sua Igreja Seu Corpo e Sangue como alimentos. O antigo sacrifício pascal é substituído. Assim como na noite de Páscoa, os judeus sacrificavam o cordeiro pascal e comiam sua carne, Cristo, o Cordeiro de Deus, dá Sua carne para ser verdadeiramente comida. O Cordeiro que sacrifica-se na cruz é comido na mesa eucarística. O pão e o vinho não são símbolos do corpo e sangue de Jesus Cristo, mas tornam-se verdadeiramente Sua Carne e Seu Sangue após as palavras que o sacerdote pronuncia durante a consagração na Santa Missa. As palavras do sacerdote são as palavras de Jesus Cristo na Santa Ceia, ou melhor, é o próprio Cristo, único Sacerdote, que age através de seus ministros para nos oferecer este admirável e misterioso dom.

Muitas vezes nós comungamos como um ato mecânico ou só porque estamos na Santa Missa. Não nos atentamos para o magnífico ato que estamos cometendo. Absolutamente nada como comungar do Corpo de Cristo nos aproxima tanto da realidade celeste; na hóstia consagrada não está apenas a carne e o sangue do Senhor Jesus, mas também sua alma e sua divindade. E como as Pessoas da Santíssima Trindade são inseparáveis, o Pai e o Espírito Santo também estão presentes; e como os santos da Igreja militante, padecente e triunfante fazem parte do Corpo Místico de Cristo, eles também fazem-se presentes. É a antecipação do céu, a presença diante de Deus que viveremos por toda a eternidade. Comungar e unir-se a Deus de tal forma que tornamo-nos um com Ele. Não se entende um cristão que rejeite a Santíssima Eucaristia; não se entende alguém que ame sinceramente a Jesus Cristo e renegue a Santa Missa. Nada é comparável à Santa Missa. Qualquer momento de oração, qualquer culto, por mais piedoso que seja, é infinitamente inferior à Santa Missa. Que venham todos os cristão sentarem-se à mesa do banquete nupcial do Cordeiro que durará pelo século dos séculos. 



3 de jun. de 2012

Santíssima Trindade


Hoje, celebramos a solenidade da Santíssima Trindade. Não é fácil explicar este grande mistério que o centro da nossa fé. Antes de procurarmos entendê-lo, devemos amar e adorar o Deus Uno e Trino. A religião cristã é monoteísta, ou seja, assim como no Islã e no Judaísmo, cremos em um único Deus. Mas, diferentemente, cremos que Deus é único, mas não é sozinho. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são Deus. Não são três deuses, nem a divindade se manifesta de três formas, mas a mesma essência divina está nas três pessoas sem diferença e sem se misturar. Deus se revelou para o povo de Israel. Em meio a tantos povos politeístas, que possuíam uma infinidade de deuses, Deus chama Abraão para formar Seu povo do qual nasceria o Salvador.

Na plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho que se encarnou no ventre da Virgem Maria, para nossa salvação. O Filho foi gerado pelo Pai desde toda a eternidade. Não foi criado e é Deus com o Pai. Jesus nos revelou o amor do Pai, nos mostro que Ele nos ama acima de tudo e com Sua morte e ressurreição restaurou a comunhão entre Deus e os homens. Voltando para junto do Pai, nos enviou o Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade, o Amor entre o Pai e o Filho é nos dado para que entremos em plena comunhão com Deus. Através do Espírito Santo, nos tornamos templo da Santíssima Trindade. Ao sermos batizados, Deus faz morada em nós. Passamos, então, a fazer parte do amor da Santíssima Trindade, somos introduzidos na Família Divina, pelo Espírito Santo, em Cristo Senhor. Portanto, pela graça, estamos em plena comunhão com Deus e tornamo-nos co-herdeiros de Jesus Cristo. Vivamos na graça de Deus, longe de qualquer pecado, para que não nos separemos de Deus e vivamos eternamente na Sua presença.